Adolescência e Transtornos Alimentares

É fato que não vivemos mais sem a contribuição da tecnologia, ela está cada vez mais presente em nossas vida nos auxiliando nas tarefas do nosso cotidiano e assim facilitando nossas atividades diárias. E na vida dos jovens ela também está cada vez mais presente, disseminando informação, moda e comportamentos. Cada vez mais conectados, os jovens tendem a seguir modelos que são considerados como tendências nas redes sociais. Se vasculharmos as mesmas veremos que seja qual for a “tribo” ou estilo adotado pelo adolescente, a linguagem, o comportamento e a estética dominante ainda será do corpo magro, tido como um padrão a ser buscado e alcançado a todo e qualquer custo. 

O adolescente que se encontra mergulhado em uma tormenta de transformações físicas e emocionais, e em pleno desenvolvimento da sua personalidade, fica mais vulnerável às imposições das mídias sociais, o que pode fazê-lo ceder facilmente a esses apelos e levá-lo a desenvolver algum transtorno alimentar. É importante ressaltar que este padrão físico imposto e tido como ideal desconsidera condições como estrutura física e étnica das pessoas, bem como sua individualidade e subjetividade. Desta forma o adolescente que não estiver atento pode partir em busca muitas vezes do inalcançável. 

  E as consequências desta busca torturante não refletem apenas nos aspectos físicos do adolescente, mas também em suas emoções e comportamento, alterando estados de humor, sono, rendimento escolar e profissional e em suas relações interpessoais.

 

É muito importante que a família esteja atenta aos comportamentos, sintomas e possíveis sinais que o adolescente esteja emitindo, pois muito dificilmente o jovem que sofre de algum transtorno alimentar como anorexia nervosa ou bulimia nervosa, irá comunicar a família sobre o seu problema. Observe se há uma perda significativa de peso sem condição clinica que à justifique; exagerada e intensa prática de atividade física; busca constante e obsessiva pelo emagrecimento; restrição de grupos alimentares; pular refeições; isolamento social; evitação de atividades ou eventos que envolvam comida; ausência de menstruação; queda de cabelo;  fraqueza; apatia e irritação, pois estes são alguns dos sintomas que o adolescente pode apresentar.

É recomendado que quando a família identificar esses sintomas e sinais de um transtorno alimentar procure acompanhamento multidisciplinar para seu filho, que muitas vezes compreende ao psiquiatra, psicólogo e nutricionista. É importante que durante esse processo haja paciência por parte da família, compreensão e apoio ao adolescente e confiança nos profissionais envolvidos no tratamento.  

 

Texto da psicóloga Cleide Bussolin.

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