Como Preservar a Saúde Mental em Tempos tão Desafiadores

O momento de pandemia tem gerado inúmeros pensamentos e emoções em todos nós, como por exemplo: medo, ansiedade, pânico, frustração, culpa, insônia, solidão, stress, tédio, entre outras.

Evitar, fugir ou lutar com as emoções contribui para aumentar o seu mal-estar a longo prazo. Acolher as emoções é uma das maneiras para tomada de consciência e criar possibilidades para lidar com as mesmas.

O momento atual tem gerado ansiedade?

Vamos falar um pouquinho sobre esse sentimento, um dos principais que estamos vivenciando no momento.

Tantas informações, casos suspeitos, confirmados, sintomas, somatizações e isolamento social. Com isso um turbilhão de pensamentos e emoções.

Você não está sozinho. Calma!

  • Aceite as suas emoções, não lute e não fuja delas

  • Tome consciência do que você está sentindo frente a tudo isso

  • Mantenha a rotina

Manter a rotina nesse momento é fundamental. Uma rotina flexibilizada já que muitos estão em casa.

  • Estabeleça horários, não deixe sua vida muito livre

  • Sem horários, não há rotina

  • Estamos de quarentena e não de férias

  • Se você já fazia atividade física, mantenha-as de forma adaptada em casa

  • Mantenha sua rotina alimentar e de sono

  • Mantenha seu autocuidado e higienização

  • Se você realizava atendimento psicológico, nutricional ou médico busque seus profissionais, muitos estão mantendo os atendimentos de forma online.

A ansiedade por si só não é ruim, ela pode ser protetiva e/ou adaptativa, ou seja, se não houvesse ansiedade e medo não estaríamos em quarentena, precisamos de um nível de ansiedade e medo para nos cuidar e nos resguardar. Entretanto quando ela gera sofrimento, torna-se disfuncional, trazendo impacto na sua vida, como: prejuízo no sono, concentração, atenção, alimentação, socialização, trabalho, estudos, etc.

Frente a isso, algumas coisas são essenciais para manter nossa saúde mental.

Vamos lá?

  • Evite pensar constantemente sobre a doença

  • Evite informações em excesso

  • Busque informações seguras e confiáveis

  • Conecte-se mais com você mesmo

  • Desacelere

  • Substitua beijos e abraços por mensagens carinhosas, cartas, vídeos e palavras de afeto

  • Cuide das suas emoções

  • Ajude as pessoas

  • Seja positivo e otimista

  • Procure falar de outros assuntos agradáveis

  • Só passe informações que possam ajudar as pessoas e não gerar mais caos

  • É um momento difícil, mas vai passar

  • Não aumente o caos

  • Não se isole, mantenha-se conectado às pessoas que são importantes para você

  • Do que você gosta e ti faz bem? Que tal colocar como meta diária ou semanal?

  • Você estava procrastinando algo? Que tal colocar em dia

  • Faça coisas que ti dê prazer

  • Não se cobre, cuide de você

  • Não queira produzir e aproveitar o tempo para tudo

  • Faça pausas

  • Meditações

  • Tenha projetos, aqueles que você queria fazer e não tinha tempo

  • Coloque-os em prática

A fuga das emoções faz com que haja uma desconexão com você mesmo, buscando no externo recursos para lidar, confortar, distrair dos sentimentos. Busca-se através da comida, das redes sociais, do álcool, do tabagismo, a regulação emocional.

Nos dias de quarentena isso tudo se torna mais delicado, pois mudamos nossa rotina, nossos horários e nosso ambiente de trabalho. Temos ao nosso alcance uma maior disponibilidade e variedade de comida. Vamos também comer por outros motivos que estavam escondidos atrás da rotina.

A relação com a comida envolve fatores biológicos, fisiológicos, nutricionais, emocionais e sociais.

Como você lida com as suas emoções?

Você consegue reconhecer seus sentimentos?

Você os expressa ou evita?

Muitas vezes buscamos a comida ora para confortar ou aliviar nossas emoções, ora para nos distrair das mesmas. Cada pessoa possui um repertório para lidar com sua saúde emocional, alguns um repertório funcional, outras disfuncional.

Você tem procurado a comida nesses momentos de tensão? Que tipo de comida? Em que quantidades?

A relação que temos com a comida reflete diretamente ou indiretamente na relação com nosso corpo.

Vamos refletir sua relação com o seu corpo?

  • O que o seu corpo lhe diz?

  • O que você sente por ele?

  • Que história ele carrega?

Você o observa com gentileza ou julgamento?

Mesmo ao tentar melhorar o seu corpo, aceite-o pelo o que ele é hoje” (Roland Merullo).

Ana Paula Zanardi

Psicóloga

CRP: 08/12728

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